PREVENÇÃO: ′Ipojuca′ une prefeitura e Sanepar contra infração ambiental

 

Foi lançado na sexta-feira, 25/10, o projeto ambiental “Ipojuca”, unindo prefeitura de Maringá e Sanepar. Reunião na sede da Sanepar (foto), teve técnicos e fiscais dos dois grupos com apresentação e visita em campo. Foram mapeadas 384 empresas na região da Bacia Hidrográfica na região do Mandacaru. Onde ocorreram as últimas infrações ambientais com poluição do córrego. Dia 4 de novembro terá primeira ação em conjunto para identificar poluidores e empresas irregulares. Num segundo momento outras companhias nas regiões de outras bacias serão monitoradas e vistoriadas.

Entre as empresas estão postos de combustíveis, lavanderias, auto-fossas, lava-jatos, mecânicas, pet shops, açougues, entre outras que geram efluentes que podem ser lançados clandestinamente nas tubulações e poluir os córregos.

Sanepar e Secretaria de Meio Ambiente (Sema) acabam fazendo o mesmo -serviço em situações diferentes. Agora unem a fiscalização como trabalho preventivo. O gestor ambiental da Sanepar, Marco Aurélio Pereira, conceitua a parceria como atacar o problema antes dele acontecer. Já o gerente da Sema, Ivan Zakaluk, ressalta que além do caráter preventivo, a operação também procura empresas sem alvará ou licenciamento para certas atividades.

Fiscais avaliarão documentos, licenças ambientais, rede de esgoto, tubulações, forma de de descarte de efluentes, entre outras situações. Encontradas irregularidades, companhias serão autuadas e atividades embargadas. Já o empresário que tiver ciência que trabalha irregularmente, pode se antecipar à operação, ser orientado, regularizar sua situação e evitar ter problemas.

Até o final de setembro a Sema aplicou 42 notificações e nove autos de infração esse ano, somando R$ 5 milhões. É importante a população denunciar quando ver alguma suspeita de poluição ambiental. Isso também ajuda a preservar o Meio Ambiente. As denúncias no 156 aumentaram quatro vezes em relação ao ano passado, somando 33 registros esse ano.

A Sanepar registrou em 2018 quase 27 mil vistorias. Das quais 16 mil encontraram irregularidades. Entre elas caixa de gordura errada, água da chuva indo para rede coletora e não para a pluvial e tanque ligado na caixa de gordura. Em 2019 as vistorias diminuíram para aproximadamente mil procedimentos mensais porque foram feitas com apenas três fiscais da Sanepar. A partir de dezembro voltam as vistorias com participação de empresas terceirizadas, ampliando para uma média de 3,5 mil vistorias mensais com 16 fiscais. Informações pelo 0800-2000115. Ipojuca em tupi guarani significa “água escura”.

Fonte: Diretoria de Comunicação – Foto: Aldemir de Moraes/PMM.

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