Câmara de Vereadores traz da Holanda referências para transformar a gestão urbana da cidade de Maringá

Câmara de Vereadores traz da Holanda referências para transformar a gestão urbana da cidade de Maringá

Maringá pode ser mais resiliente, mais preparada e mais inteligente na forma como lida com seus desafios urbanos. Foi com esse propósito que a Câmara de Vereadores de Maringá integrou, entre os dias 10 e 19 de abril de 2026, uma missão técnica internacional aos Países Baixos, (Holanda), um dos países mais avançados do mundo em gestão hídrica, planejamento urbano e adaptação climática.

A comitiva reuniu o vereador Sidnei Telles, engenheiro e representante da Câmara de Vereadores de Maringá; o secretário de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Defesa Civil, Vagner Múcio; e os engenheiros civis Luiz Antonio Martins Filho, Marina Cappellazzo Miguel e Nicolas Braun. Toda a agenda foi documentada e resultou em relatório técnico formal, que será encaminhado às comissões competentes do Legislativo.

A comitiva percorreu Amsterdã, Roterdã, Delft, Haia e Nijmegen, na Holanda, com acesso direto a instituições como a TU Delft, o Instituto Deltares, o Global Center on Adaptation e a Waternet, centros onde se produz o conhecimento que está redesenhando cidades ao redor do mundo.

Maringá já tem o que precisa para avançar

O relatório técnico produzido pela missão aponta algo importante: Maringá não parte do zero. A cidade possui áreas de fundo de vale preservadas, parques lineares, arborização consolidada e espaços públicos permeáveis que podem ser convertidos em soluções modernas de drenagem sustentável. O que falta não é território. É política pública estruturada.

Em Roterdã, praças multifuncionais funcionam como bacias de contenção nas chuvas e como espaços de lazer nos dias secos. Em Amsterdã, um fundo exclusivo para gestão das águas, protegido por lei, garante continuidade aos projetos independentemente das trocas de gestão. Em Nijmegen, o programa “Room for the River” transformou uma área histórica de cheias em parque fluvial urbano, conciliando segurança hídrica, lazer e valorização ambiental.

Essas experiências mostram que é possível e viável fazer diferente. E que o custo de agir preventivamente é exponencialmente menor do que o custo de reconstruir após os desastres.

O que a Câmara de Vereadores
de Maringá propõe fazer com isso

O conhecimento trazido da missão não ficará em gaveta. A Câmara de Vereadores de Maringá utilizará o relatório técnico como base para propostas legislativas concretas, entre as quais:

  • Regulamentação da detenção pluvial obrigatória em novos empreendimentos, com fundamento no Novo Marco Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020);
  • Incentivos fiscais para proprietários e empreendedores que adotem soluções de drenagem sustentável, como telhados verdes, jardins filtrantes e reservatórios de retenção;
    ● Critérios técnicos mais rigorosos para aprovação de loteamentos, com exigência de estudos hidrológicos e hidráulicos por bacia;
  • Implantação de soluções baseadas na natureza em áreas públicas estratégicas como rotatórias, canteiros, praças e parques; e consolidação da drenagem urbana como política permanente de Estado, com metas de longo prazo que ultrapassem os ciclos de gestão.
  • Adaptação climática, como ficou claro no Global Center on Adaptation, não é pauta ambiental. É agenda de desenvolvimento econômico. As cidades concentrarão 80% do PIB global até 2050. Preparar Maringá para esse cenário é uma decisão legislativa que precisa ser tomada agora, com transparência, respaldo técnico e compromisso real com a população.

A Câmara de Vereadores de Maringá esteve onde o debate acontece. E trouxe para casa o que Maringá precisa para avançar.

Fonte: Assessoria de Imprensa/CMM.
Foto: Divulgação.