Direito da UEM foi o que mais aprovou para a OAB na última década

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi a instituição de ensino superior que mais aprovou egressos do curso de Direito no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nos últimos 10 anos, de acordo com levantamento sobre a aplicação unificada do concurso de 2010 a 2019.

O relatório “Exame de Ordem em Números”, lançado pela OAB Nacional e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), para celebrar os 10 anos de aplicação unificada da prova, coloca o curso de Direito da UEM com 64,1% do total dos inscritos no período.

Entre as 100 instituições com mais de 100 examinandos inscritos, de acordo com a taxa de aprovação média, o Paraná tem seis instituições públicas e cinco privadas classificadas.

As outras públicas são as universidades estaduais do Norte do Paraná (UENP), de Londrina (UEL), do Oeste do Paraná (Unioeste), de Ponta Grossa (UEPG) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Além disso, na região Sul do País, com 64,5% dos aprovados, a maior do País, o Paraná ocupa a segunda colocação na classificação por seccional do índice nacional por apresentar a taxa de aprovação de 66% no Exame de Ordem Unificado, atrás apenas do Ceará.

O relatório apresenta um panorama geral da prova, disponibilizando dados e estatísticas nacionais e regionais, tendo como base os resultados da II à XXIX edição, de 2010 a 2019, incluindo o desempenho das Instituições de Ensino Superior do Brasil, além de estatísticas e outros dados relevantes. A publicação traz reflexões sobre o papel do exame como balizador qualitativo do ensino jurídico no Brasil.

Para o coordenador do curso de Direito da UEM, professor Ricardo Gardiolo, este desempenho se deve ao empenho de professores e alunos, apesar de todas as dificuldades que atingem o ensino superior. “Isto [os resultados] é fruto do trabalho dos professores, sempre atentos a novas estratégicas pedagógicas e atualização de conteúdo, e do empenho dos alunos, que ativamente contribuem para o seu aperfeiçoamento”, descreve.

Segundo ele, o projeto pedagógico do curso na UEM não se limita aos componentes ministrados em sala de aula, contando com projetos de ensino, pesquisa e extensão que permitem que os alunos vejam o Direito na prática.

Ele destaca o Núcleo Maria da Penha (Numape), o Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (NEDDIJ), o Núcleo de Soluções Alternativas, a Empresa Júnior, “que colocam os alunos à frente da solução dos problemas da sociedade e consolidam os conteúdos processados nas aulas teóricas. Os resultados obtidos pelos alunos e egressos do Curso de Direito da UEM o faz ser um dos mais concorridos no vestibular”.

Instrumento de admissão

O Exame de Ordem é o instrumento de admissão, certificação e qualificação profissional para o exercício da advocacia no País. A Fundação Getúlio Vargas é a organizadora do concurso desde a segunda edição unificada.

A prova é aplicada três vezes ao ano, em 168 municípios, em todas as unidades da Federação. São duas fases eliminatórias: uma prova escrita, objetiva, com 80 questões generalistas; e, a segunda, uma prova escrita, discursiva, de caráter prático-profissional.

Da VIII à XXIX edição, observa-se que a grande maioria dos examinandos eram oriundos de instituições de ensino privadas, contra 6% da rede pública. Porém, proporcionalmente a taxa de aprovação média é maior entre candidatos de instituições públicas: 39% ante 17% das instituições particulares.

Fonte: Jornalista Paulo Pupim/ASC/UEM, com informações da assessoria de imprensa da OAB/PR – Foto: Banco de imagens do Google

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