Novas mudanças nas diretrizes do Instagram devem exigir maior adaptação das marcas

“Às vezes, mais importante que saber fazer, é ter o contato de quem sabe”

(*) Por Carlos Costa

O head do Instagram, Adam Mosseri, veio a público e anunciou que a rede social não é mais oficialmente uma plataforma apenas de compartilhamento de fotos
Carlos Costa é publicitário de formação, tem mais de 20 anos de carreira na área da comunicação

No início de julho, o head do Instagram, Adam Mosseri, veio a público e anunciou que a rede social não é mais oficialmente uma plataforma apenas de compartilhamento de fotos. Frente ao crescimento do TikTok, as novas mudanças no aplicativo do grupo Facebook vão focar em vídeos, compras, trocas de mensagens e criadores de conteúdo. Mas não é de hoje que o Instagram tenta mudar conforme a concorrência.

Voltemos um pouco no tempo. Quando surgiu, o aplicativo trouxe uma proposta que nenhuma outra plataforma explorava, o engajamento social por meio de publicações de fotos. Nas atualizações seguintes, lançou os vídeos. Em seguida, boomerangs e time-lapses, assim como inclusão de músicas e integração com apps como o Spotify. Tudo isso marcou uma era de liderança em inovação. Com a chegada do Snapchat, Mark Zuckerberg tentou comprá-lo, mas sem sucesso, o que o levou a lançar a funcionalidade de stories. Na sequência, veio a ascensão do TikTok e, também, o nascimento do Reels.

Algumas mudanças anunciadas pelo head são relativas à produção e divulgação de conteúdo em vídeo dentro do aplicativo. Agora, a ferramenta dará prioridade a vídeos que geram entretenimento, e, no feed, poderão aparecer vídeos de pessoas que o usuário ainda não segue. Assim, podemos esperar algumas mudanças na forma de assistir aos vídeos: o Instagram deve preparar uma interface mais amigável para aqueles gravados apenas no celular e para conteúdos em tela cheia. Além disso, a plataforma pretende ajudar os criadores de conteúdo a ganhar dinheiro, já que a aba de vendas está no radar para possíveis investimentos.

Gostando ou não dessa conduta, não dá para ignorar as mudanças indicadas. Mas, com tantas novidades e propostas, fica o desafio para as marcas aproveitarem as novas diretrizes para se manterem relevantes nas redes sociais. Abaixo, algumas dicas podem ajudar a criar uma base de transição.

1) Vídeos: se até hoje a marca ainda não investiu na produção de vídeos, ela está atrasada. A construção de um planejamento de conteúdo deve privilegiar os vídeos.

2) Estética simples: não é um problema que as produções sejam mais “caseiras”, isso torna tudo mais crível e honesto para o usuário. Mas, atenção: caseiro não é sinônimo de descuido, a marca deve focar em muito estudo e treino para alcançar a produção de bons resultados.

3) Respeitar cada plataforma: as redes sociais possuem características e necessidades diferentes que trarão audiência, seja o formato da foto, o tempo do vídeo, edição, entre outros. Um vídeo pensado para Instagram pode não performar bem no TikTok (e vice-versa), assim como não adianta pensar que basta criar um vídeo em uma ferramenta, salvar e replicar em todas as redes. No Instagram, os algoritmos privilegiam a entrega de conteúdo criado com suas ferramentas nativas. Por isso, os conteúdos devem ser produzidos exclusivamente de acordo com cada plataforma.

4) Planejamento: planejar as pautas e editoriais ajuda no trabalho e pode facilitar o acesso do usuário às informações. Uma comunicação clara faz com que o público seja mais fiel. Nesse caso, também é importante a disponibilidade para ações de oportunidade que dialoguem com o público, como abordar um tema que está em alta naquele momento.

5) Conhecer a audiência: é importante saber o que o público gosta de consumir, o que faz com que ele continue acompanhando a marca, e até mesmo o que não está o agradando.

6) Entretenimento é essencial: a tendência exportada pelo TikTok poderá agora determinar o sucesso no Instagram. Vídeos sisudos e com foco mais no produto do que no usuário não terão vez. Claro, se isso não for natural para a personalidade da marca, ela não deve tentar forçar a barra, mas fazer pequenas adaptações — e começar introduzindo novos conteúdos gradualmente.

7) Critérios: para gerar conteúdo de marca que funcione, é preciso verificar se ele é engraçado, útil ou inspirador. Não precisa ter check nos 3 itens, mas se não for nenhuma das opções, será necessário estudar e planejar.

8) Cocriações: às vezes, mais importante que saber fazer, é ter o contato de quem sabe. E não tem problema nenhum nisso. A marca deve pensar de forma estratégica em como gerar conteúdos com criadores que já fazem isso melhor e há mais tempo.

(*) Carlos Costa é publicitário de formação, tem mais de 20 anos de carreira na área da comunicação e hoje ocupa o cargo de diretor executivo e especialista em planejamento criativo da Agência Ecco.

Sobre a Agência Ecco
A  Ecco é uma agência de publicidade formada com o intuito de empoderar marcas com criatividade e estratégias de planejamento com foco na conversão de boas campanhas em resultados diretos para o negócio. Do digital ao offline, a empresa se vale de 14 anos de experiência no mercado para construir narrativas que ajudam marcas brasileiras a conquistar o cenário nacional e seus mercados. Entre seus cases de sucesso, a Ecco pavimentou o caminho para que as redes sociais das principais marcas de papelaria do Brasil, como STABILO, se tornassem referências mundiais em volume de seguidores e engajamento.

Fonte: Mariana Colombo/Motim.cc/Assessoria de Imprensa – Foto: Divulgação

 

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