Procura por medição e divisão de propriedades aumenta no Noroeste do Paraná

01- Canteiro de obras em Maringá (PR)
Construção Civil cresce em Umuarama

Em levantamento do Crea-PR, demanda pelos serviços de Agrimensura cresceu 125% na região de Umuarama e 66% na região de Maringá. Especialistas apontam a retomada da economia

 O setor agrimensor está aquecido em duas microrregiões do Noroeste do Paraná, aponta levantamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), realizado entre janeiro e agosto deste ano. A procura maior na área foi por serviços como de medição de terrenos para início de obras, cálculos de fundação, aterros, dados de solo envolvidos, drenagens, entre outras atividades desenvolvidas em propriedades rurais e urbanas.

Em Umuarama, a análise das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) do Crea-PR aponta aumento de 125% na procura pelas atividades, que soma 128 registros até agosto. No ano passado, foram registrados 57 documentos do tipo no Conselho. A demanda maior pelas atividades de agrimensores também ocorreu na região de Maringá, só que em ritmo menor. O crescimento foi de 66%, que corresponde a 183 ARTs emitidas no período. Em 2019, foram 110 emissões.

Na Agrimensura, de acordo com o levantamento do Crea-PR, as atividades profissionais executadas em destaque foram as de georreferenciamento e levantamentos topográficos, realizadas por Geógrafos e Engenheiros Agrimensores de forma exata e com alta precisão. Os serviços são necessários para diferentes tipos de terrenos e empreendimentos, pois consistem na obrigatoriedade da descrição do imóvel rural e urbano, em seus limites, características e confrontações, por meio de memorial descritivo e laudo feito por profissional habilitado. Outros dois setores importantes da Agrimensura, em alto desenvolvimento, são os de planejamento urbano e as consultorias especializadas em Meio Ambiente.

Para o Geógrafo Danilo Serrano, 2019 foi um ano ruim e estamos tendo uma recuperação da economia na área da Construção Civil, o que pode ter refletido de forma positiva nos números. “Os investimentos estavam reprimidos e talvez a pandemia tenha potencializado o aquecimento do setor e a retomada do mercado, principalmente do setor imobiliário”, explica. Outra análise do aumento de ARTs na área de Agrimensura é a regularização de áreas rurais por produtores que exportam produtos e viram na alta do dólar a oportunidade de lucratividade maior. É uma tendência de 2020 essa perspectiva futura. Então quem tem dinheiro no bolso, começa a se preparar para os anos de 2021 e 2022”, diz o Geógrafo.

Na avaliação do inspetor-chefe da Inspetoria do Crea-PR, em Umuarama, Engenheiro Yuri Danilo Lopes, a pandemia ainda não passou, mas felizmente seus efeitos econômicos estão sendo superados. Ele argumenta que reflexo disto são as aprovações de projetos para obras de construção civil no município, que teve o maior índice mensal do ano nos últimos 3 meses, conforme levantamento apresentado pela Diretoria Municipal de Planejamento Urbano. Foram liberados mais de 25.366,96 m² de construções – volume superior aos meses anteriores até então o maior índice mensal de 2020 – e bem acima da média dos últimos quatro anos.

Segundo ele, o setor contribui para a posição de destaque de Umuarama no comparativo com as demais regiões do Estado. “Com números bem positivos, a Construção Civil tem sido um dos segmentos responsáveis por esse cenário otimista atual.  E apesar de todos os efeitos da crise na área da saúde que se abateu sobre o país, em Umuarama a média de aprovação de projetos está praticamente idêntica à de 2019, que foi um ano muito bom para o setor”, ressalta.

O levantamento do Crea-PR também aponta que outro setor de destaque na microrregião de Umuarama foi o de Geologia e Minas, que teve aumento de 68%, com 338 documentos emitidos de janeiro a agosto deste ano. Em 2019, foram 201 ARTs emitidas no mesmo período – crescimento de 51% dos registros. Na região de Maringá, o segundo setor de destaque este ano foi o da Engenheira Química, com crescimento de 18% e em terceiro, o da Engenharia Elétrica, que cresceu 10%. Neste último setor, foram 2.975 registros de ARTs até agosto, enquanto no ano passado foram 2.711.

Fonte: Jornalista Carina Bernardino/Assessora de Imprensa – Fotos: Divulgação/Crea-PR

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