Projeto cria ‘Praças Inclusivas’ para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Projeto de Lei cria ‘Praças Inclusivas’ para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Tramita na Câmara de Vereadores de Maringá o Projeto de Lei nº 17892/2025, para a implantação de ‘Praças Inclusivas’, espaços sensoriais em praças públicas do Município, destinados ao acolhimento, inclusão e bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A autoria é do vereador William Gentil.

A iniciativa tem a finalidade de promover a acessibilidade, acolhimento e inclusão de pessoas com TEA e demais indivíduos com disfunções sensoriais.

Vereador William Gentil é o autor do Projeto de Lei nº 17892/2025, para a implantação de ‘Praças Inclusivas’

Como será o Espaço?

O Espaço Sensorial será o ambiente planejado e equipado para proporcionar estímulos sensoriais controlados, ou redução deles, contribuindo para o equilíbrio emocional, o desenvolvimento sensorial e a permanência segura de pessoas com TEA em espaços públicos.

Os locais deverão ser projetados e equipados para inclusão, promovendo a interação entre pessoas com e sem deficiência, evitando o isolamento e estimulando a convivência comunitária.

O Espaço deverá ter elementos que estimulem diferentes sentidos, como:

  • Tato: texturas diversas, caixas de areia, jardins táteis;
    ● Visão: cores suaves, iluminação controlada e elementos visuais que se movam com o vento;
    ● Audição: fontes de água, sinos de vento e instrumentos musicais de baixa intensidade sonora;
    ● Olfato: plantas aromáticas e flores;
    ● Propriocepção e sistema vestibular: balanços, redes, trampolins e equipamentos que favoreçam o movimento e o equilíbrio.

Locais

● A implantação dos Espaços Sensoriais será realizada de forma gradual, priorizando: praças e parques de maior circulação de pessoas;
● Regiões que concentrem maior demanda de atendimento e apoio a pessoas com TEA;
● Locais indicados por estudos técnicos ou por associações e entidades representativas do autismo.

De acordo com o projeto de lei, a Prefeitura poderá firmar parcerias com instituições de ensino superior, associações de apoio ao TEA, organizações da sociedade civil, órgãos públicos e empresas privadas para elaboração de projetos técnicos, manutenção dos espaços e realização de capacitações.

A implantação dos Espaços Sensoriais deverá seguir recomendações de especialistas em neurodesenvolvimento, uso de materiais sustentáveis sempre que possível e participação da comunidade.

Próximos passos e participação popular

O projeto ainda será analisado pelas Comissões Permanentes da Câmara e, se receber parecer favorável, seguirá para discussão e votação em plenário. Durante esse período, a manifestação da sociedade é fundamental para o amadurecimento do debate e o aperfeiçoamento da proposta.

A população pode acompanhar a tramitação, conhecer os argumentos favoráveis e contrários e contribuir com sugestões e opiniões junto aos vereadores.

E você, o que pensa sobre essa proposta? Acompanhe o debate, participe e dê sua opinião.

Acesse as redes sociais da Câmara de Vereadores de Maringá:

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Fonte: Assessoria de Imprensa/CMM
Fotos: Divulgação e Marquinhos Oliveira.