Projeto garante entrega de áreas públicas já estruturadas em loteamentos de Maringá

Projeto garante entrega de áreas públicas já estruturadas em loteamentos de Maringá

Tramita na Câmara de Vereadores de Maringá o Projeto de Lei nº 2384/2025, de autoria do vereador Uilian da Farmácia, que garante que as áreas públicas criadas em novos loteamentos já sejam entregues prontas para uso, com estrutura básica e melhor organização. A ideia é evitar que esses espaços fiquem abandonados ou precisem de investimentos futuros por parte da Prefeitura. O projeto já passou pelas Comissões Permanentes e aguarda discussão e votação em Plenário.

Atualmente, embora a legislação já determine a destinação dessas áreas ao poder público, não há exigência de que sejam entregues com qualquer tipo de estrutura mínima. Isso tem resultado, na prática, em espaços desprotegidos e sem uso adequado, frequentemente sujeitos ao descarte irregular de resíduos, invasões, degradação ambiental e até à proliferação de vetores.

Além disso, essa ausência de infraestrutura acaba gerando custos futuros ao Município, que precisa investir recursos públicos para promover melhorias básicas nessas áreas.

O Projeto de Lei nº 2384/2025, de autoria do vereador Uilian da Farmácia, garante que as áreas públicas criadas em novos loteamentos já sejam entregues prontas para uso

Com a nova proposta, essas responsabilidades passam a ser atribuídas ao loteador, que deverá realizar as benfeitorias antes da liberação do registro do loteamento. A medida não gera novas despesas para o poder público e está alinhada às diretrizes nacionais de desenvolvimento urbano, como as previstas na Lei Federal nº 6.766/1979 e no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), que estabelecem contrapartidas dos empreendedores na estruturação dos espaços urbanos.

Outro ponto relevante do projeto é a padronização das exigências urbanísticas. A definição de muretas com altura mínima de 30 centímetros segue o mesmo padrão já adotado para imóveis particulares no município, garantindo coerência normativa e maior equidade entre áreas públicas e privadas.

Além disso, a exigência de calçadas acessíveis ao redor dessas áreas contribui diretamente para a mobilidade urbana e a inclusão, permitindo que esses espaços sejam efetivamente utilizados pela população desde o início.

Dessa forma, o Projeto de Lei Complementar nº 2384 contribui para um modelo de crescimento urbano mais planejado e sustentável, ao assegurar que os novos loteamentos já sejam entregues com condições mínimas de organização, segurança e acessibilidade. Ao mesmo tempo, reduz a necessidade de investimentos futuros por parte do Município e previne problemas urbanos recorrentes, promovendo uma cidade mais estruturada e com melhor qualidade de vida para seus habitantes.

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Fonte: Assessoria de Imprensa/CMM.
Fotos: Divulgação.