Última apresentação do espetáculo “ATERRA” no Teatro Barracão

O grupo de teatro Companhia da Terra, da cidade de Jacarezinho, encerra suas apresentações em Maringá, nesta sexta-feira, dia 06/12, a partir das 20h30, no Teatro Barracão, com o espetáculo “ATERRA”.

As apresentações em Maringá, que iniciaram no mês de novembro, através do Projeto Convite ao Teatro, da Prefeitura Municipal de Maringá, acontecem gratuitamente no Teatro Barracão (Praça Professora Nadir Cancian – Zona 7). Retirada de ingressos uma hora antes no local.

Um dos destaques da concorrida Mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba de 2019, segundo o crítico paulista Miguel Arcanjo, o espetáculo “ATERRA” é um solo de Renan Bonito com direção de Adelvane Néia e marca o início da trajetória da Companhia da Terra, composta por artista de Jacarezinho/PR. A peça já circulou por Londrina/PR, Arapongas/PR, Londrina/PR e Araraquara/SP.

“Nós estamos muito felizes de poder estar em Maringá, circulando pela nossa região Norte do estado, num trabalho que resgata e valoriza nossa cultura caipira”, diz o ator e dramaturgo Renan Bonito. Das apresentações já realizadas no município, ele diz que “tem sido um prazer apresentar na cidade, sendo que a apresentação da sexta-feira, dia 30/11, foi a mais interativa de todas as nossas apresentações, desde a estreia no ano passado”.

Para aqueles que chegarem mais cedo poderão interagir com a instalação performática “o que nós temos aterrado?”, montada na entrada do Teatro, que traz a reflexão da temática proposta pelo espetáculo.

A peça tem como norte duas estéticas e metodologias artísticas: o teatro documentário e a poesia. Para auxiliar na construção dessa narrativa, e para trazer elementos da área rural e da cultura caipira, a trilha sonora foi criada seguindo o conceito de espacialização do som. Uma sonoplastia que nos localize geograficamente e sensorialmente na história.

Compondo com a paisagem sonora, com elementos musicais ao vivo, o espetáculo conta uma participação especial em cena. Essa participação, tem como referência o roadie musical: um profissional – quase invisível – com movimentos precisos e pontuais. Convida-se assim, a atriz Gabriele Christine para realizar uma contrarregragem em cena.

Sua presença cria sentidos e signos pertinentes à construção da obra, potencializando o caráter poético da mesma, já que têm-se a escolha da poesia como uma linguagem de comunicação e de abertura de signos e sentidos. O lirismo, a musicalidade e a abertura de sentidos está presente nos gestos, no desencadeamento de cenas e no texto teatral. Eleva-se ao título, portanto, de que a montagem seja uma poesia documental.

SINOPSE

Como seria a vida de um homem gay que tivesse vivido no interior do Brasil cem anos atrás? Inspirada pela cidade de Jacarezinho, no Paraná, entre 1920 e 1950, a peça narra a história de um homem simples, do campo, tendo como conflito os seus “aterramentos”, da infância à vida adulta. Aterrar é o processo do ser humano de deixar pelo caminho da vida decisões e vontades, e nesse percurso é quando aterramos – por decisão própria ou de terceiros – nossos desejos, nos afastando cada vez mais da nossa essência. Resgatando e valorizando a cultura caipira a trilha sonora original auxilia nossa viagem a esta delicada e emocionante poesia documental.

FICHA TÉCNICA

Direção: Adelvane Néia; Dramaturgia: Adelvane Néia e Renan Bonito; Atuação: Renan Bonito; Participação especial: Gabriele Christine; Cenário e Figurino: Cesar Almeida; Trilha Sonora: Lila Pastore; Operação de som: Mariana Montezel; Iluminação: Gabriela Santos; Operação de luz: Bárbara Lamounier; Fotos: Pruner Neto e Túlio Prado;  Assessoria de Imprensa: Rafael Donadio; Realização: Companhia da Terra; Produção: CNX Produções.

Espetáculo: ATERRA  – Duração: 60 minutos  – Gênero: Drama
Classificação Indicativa: 14 anos
Temática: Relações Humanas e Vocabulário Regional
Palavras chave: Cultura Caipira; Teatro Documentário; Poesia; LGBT

Contato: [email protected]
Facebook: www.facebook.com/companhiadaterrapr

Fonte: Jornalista Rafael Donadio/Assessoria de Imprensa
Fotos: Pruner Neto e Túlio Prado

 

 

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