Alfabetização infantil é prioridade para o ministro da Educação

Ministro da Educação, Milton Ribeiro, teve encontro com prefeitos e secretários municipais de Educação, no Auditório Dona Etelvina, no Campus Sede da Unicesumar

A alfabetização das crianças é uma prioridade para o Ministério da Educação (MEC). De acordo com o ministro Milton Ribeiro, a atual gestão está focada em avançar, “substancialmente”, na qualidade do ensino básico, que compreende os anos iniciais da vida escolar. “Ninguém começa a construir uma casa pelo telhado. Toda a estrutura depende de um alicerce sólido”, comparou, durante visita feita a Maringá, na manhã do dia 21 de maio (sexta-feira).

Durante a passagem pelo noroeste do Paraná, Ribeiro, teve um encontro com prefeitos e secretários municipais de Educação. A reunião ocorreu no Auditório Dona Etelvina, no Bloco 7, localizado no Campus Sede da Unicesumar. O ministro, também, citou o importante papel do ensino profissional. “Vital para a retomada da atividade econômica do País”, resumiu. Destacou, ainda, que ao chegar ao MEC encontrou uma “herança” de mais de 4 mil obras inacabadas. “É uma vergonha, além de representar um caso crônico de desperdício de dinheiro público”, ressaltou. Na sequência, informou que, em 2020, conseguiu finalizar 967 destas construções.

Ambiente favorável

Sobre o assunto, o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte, que acompanhou o ministro na visita a Maringá, anunciou que a equipe está concentrada em levantar todas as pendências, que impedem a execução das obras iniciadas, para, até setembro próximo, retomá-las e concluí-las o mais rápido possível. “Nosso compromisso é proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento, principalmente, das crianças”, afirmou.

Para o deputado federal e líder do governo, Ricardo Barros, a presença do ministro na região, acompanhado de técnicos do FNDE, é uma oportunidade para os gestores municipais conhecerem os caminhos para conquistarem os recursos disponíveis. “A primeira regra é apresentar os projetos completos e manter as certidões em dia”, alertou.

Luz

Na avaliação do presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), prefeito de Ângulo, Rogério Aparecido Bernardo, os atendimentos individuais aos prefeitos e secretários municipais jogaram Luz sobre as ações dos gestores, especialmente, os em início de primeiro mandato. “Uma das missões da nossa entidade é estreitar o relacionamento entre os representantes dos governos estadual e federal e os representantes das prefeituras”, afirmou.

Bernardo aproveitou o momento para, também, reivindicar ao ministro uma interlocução junto ao Ministério da Saúde para que os profissionais da Educação sejam vacinados contra a COVID-19. Ribeiro respondeu que, desde o ano passado, nas agendas com o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e os ministros da Saúde busca incluir esses profissionais na lista de prioridades, mas enfrenta restrições.

Líder

Presente ao encontro, o secretário da Educação e do Esporte do Paraná, Renato Feder, declarou ter assumido o compromisso com o Governador Carlos Massa Ratinho Júnior, de fazer com que o Estado alcance o maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), no País. “Desde o início da Gestão, o nosso crescimento foi o dobro da média nacional”, relatou. Aproveitou para anunciar o fim da chamada oral na Rede Estadual de Ensino. A conferência dos alunos presentes, a partir de agora, será feita por meio de uma fotografia da turma. “Inovar e usar a tecnologia para ampliar o tempo de ensino em sala de aula”, disse.

Justiça Social

O vice-prefeito de Maringá, Edson Scabora, que representou Ulisses Maia, no evento, disse que é preciso repensar a Educação, no Brasil. “É a única forma de iniciarmos a construção de uma nova era de prosperidade para a maioria dos brasileiros”, acrescentou.

Segundo o reitor da Unicesumar, professor Wilson de Matos Silva, apenas, com uma Educação com qualidade é possível promover a justiça social e fazer com que o País avance em todas as frentes. Da capacidade de criar e inovar até a ruptura total com a cultura da ineficiência, desperdício e desrespeitos às questões ambientais. “Só seremos uma Nação livre, independente e autossuficiente, quando atingirmos um padrão elevado na capacidade de ensinar, de assimilar o aprendizado e multiplicar o conhecimento”, frisou.

Fonte: Jornalista Claudio Galleti/Assessoria de Imprensa – Foto: João Paulo Santos

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