Força-tarefa do plano de retomada econômica de Maringá define prioridades para ações

Força-tarefa define Plano de Retomada do Desenvolvimento Econômico e Social de Maringá – Foto: Marcelo Alfredo Martin
- Lideranças se reuniram na sede da Acim. Foto: Mileny Melo/PMM
- Presidente da Acim, Michel Felippe Soares: “o trabalho da força-tarefa será pensar formas de favorecer a retomada de empregos e melhorar a vida dos cidadãos” – Foto: Ivan Amorin/Acim
Segundo o gerente regional do Sebrae/PR, Wendell Gussoni, a partir da próxima reunião serão iniciadas as primeiras ações junto aos setores – Foto: Divulgação/Sebrae/PR

Entre os setores mais afetados estão turismo e eventos, economia criativa, alimentação fora do lar, comércio e educação

 O Plano de Retomada do Desenvolvimento Econômico e Social de Maringá avançou para a fase prática. Em reunião realizada na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), a força-tarefa responsável pela condução das atividades apresentou os impactos da pandemia de coronavírus na economia, que serão prioritários no planejamento de ações para reaquecer negócios.

Com base em pesquisas com empresários e em dados oficiais, foram definidos 25 impactos e setores mais atingidos que estarão no foco do trabalho de retomada, dentre 92 que foram inicialmente registrados. Entre os mais afetados estão Turismo e eventos, Economia criativa, Alimentação fora do lar, Comércio em geral e o Setor da educação, com redução significativa de faturamento.

Os próximos passos serão encaminhar e formatar as ações. Três delas receberão atenção especial, com encaminhamentos para Assistência Social e os para os setores de Turismo e Economia criativa. As propostas envolvem capacitações e cursos, criação de um núcleo de inteligência para o comércio, aumentar a presença digital das empresas, oficinas de educação financeira, de gestão, rodadas de negócios online, promoção do trabalho de artesãos, fortalecimento do programa de compras públicas, estratégias de comunicação para estimular compras do comércio local e para atrair investidores, entre outras.

O presidente da Acim, Michel Felippe Soares, ressalta que as estratégias serão concentradas na saúde financeira das empresas e na geração de empregos.

“A queda de faturamento e aumento do desemprego estão entre os principais problemas. A retomada dos empregos ainda é tímida, não podemos esperar. O trabalho da força-tarefa, agora, será pensar formas de favorecer a retomada de empregos e melhorar a vida dos cidadãos”, diz Soares.

Uma parceria entre a Prefeitura de Maringá e outras 20 entidades como sindicatos, instituições de ensino, conselhos e associações compõem a força-tarefa. O plano de retomada tem coordenação técnica do Sebrae/PR e segue até dezembro. De acordo com o gerente regional da instituição, Wendell Gussoni, a partir da próxima reunião serão iniciadas as primeiras ações junto aos setores.

“Tivemos a possibilidade de as entidades se organizarem para levar a efeito as propostas dos membros da força-tarefa. Com uma convergência de objetivos, as entidades do grupo agora se unem para realizar algumas ações e outras serão encaminhadas para governanças que já existem na cidade. O trabalho é realizado emergencialmente, mas ações poderão continuar nos próximos anos”, explica Gussoni.

PRIORIZAÇÃO DOS IMPACTOS
-Redução significativa do faturamento das empresas – Turismo e eventos;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Economia criativa;
-Riscos ao equilíbrio das contas públicas;
-Prejuízos à saúde financeira das empresas;
-Dificuldades no acesso ao crédito;
-Aumento da inadimplência;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Educação;
-Aumento da pobreza – necessidade de assistência social;
-Aumento do desemprego – redução da oferta de empregos;
-Excesso de burocracia;
-Desatualização quanto às novas formas de gestão, negócios e inovação;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Comércio em geral;
-Queda ou adiamento de investimentos (público e privado);
-Redução significativa do faturamento das empresas – Alimentação fora de casa;
-Redução do consumo;
-Dependência tecnológica das empresas;
-Aumento dos custos de operação, produção e logística;
-Falta de qualificação da força de trabalho – novos conhecimentos, empregabilidade;
-Medo da sociedade quanto ao futuro – incerteza;
-Pouca sinergia entre os setores e entre as empresas para negócios;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Moda;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Academias, esportes e similares;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Beleza e cuidados pessoais;
-Redução significativa do faturamento das empresas – Saúde; e
-Redução significativa do faturamento das empresas – Pet shops e serviços veterinários

Fonte: Jornalistas Fernanda Bertola e Adriano Oltramari
www.pr.agenciasebrae.com.br

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