Municípios vão intensificar fiscalização para conter avanço da pandemia na região

Reunião realizada no Auditório do Paço Municipal de Maringá
Presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) e prefeito de Mandaguari, Romualdo Batista, o Batistão
Prefeito em exercício, de Maringá, Edson Scabora.
Orlando Chiqueto Rodrigues, secretário Municipal de Fazenda de Maringá
Vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Mohamad Ali Awada Sobrinho

Intensificar a fiscalização pelo cumprimento das normas estabelecidas pelos decretos em vigor e ampliar as campanhas para conscientizar a população sobre a necessidade de se manter o distanciamento social, higienizar as mãos e fazer o uso de máscara facial. Foram as principais conclusões da reunião realizada nesta sexta-feira (20), pela manhã, no Auditório Hélio Moreira, localizado na Prefeitura de Maringá.

Convocado pelo presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), prefeito de Mandaguari, Romualdo Batista, o Batistão, e pelo prefeito em exercício de Maringá, Edson Ribeiro Scabora, o encontro contou com a participação dos prefeitos de Mandaguaçu, Maurício Aparecido da Silva, o Professor Índio; Marialva, Victor Celso Martini; e de Paiçandu, Tarcísio Marques dos Reis e dos secretários municipais de saúde de Ângulo, Astorga, Floresta, Iguaraçu, Ivatuba e Sarandi.

ALERTA
De acordo com o presidente da Amusep, a reunião foi produtiva e serviu para alertar os gestores públicos municipais sobre a volta do crescimento da curva de casos confirmados, na região. “As pessoas precisam se proteger. A pandemia não acabou. Houve uma leve baixa no quadro de novas pessoas infectadas, mas o Feriado de Finados e o processo eleitoral criaram um ambiente favorável para acelerar a transmissão do vírus entre a população”, destacou Batistão.

Para o prefeito em exercício de Maringá, é preciso agir rápido para conter o avanço das notificações e as respectivas consequências, como o internamento dos casos mais graves, principalmente, dos que necessitam de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A preocupação é que com os jovens, que, neste momento, têm sido a parcela mais contaminada. Eles sofrem menos, mas levam a COVID para casa e infectam as pessoas do grupo de risco, idosos e ou com outras doenças”, ressaltou Scabora.

AÇÃO REGIONAL
Uma das decisões do encontro é que os municípios próximos a Maringá vão adotar medidas semelhantes à cidade polo. Porque, quando são pressionados em um local, a juventude tende a buscar outros espaços para se agrupar. “A união dos prefeitos precisa voltar a falar mais alto. O cenário requer estratégicas regionais e executadas de forma coordenada e organizada”, reforçou Ederlei Ribeiro Alkamim, diretor da 15ª Regional de Saúde.

Os prefeitos presentes ao encontro concordaram e já começaram a se mobilizar para seguir uma direção única. Os secretários municipais de Saúde, também, comprometeram-se em encaminhar as sugestões nas cidades deles. “Ninguém está imune à doença. Todos os municípios sofrem os reflexos”, disse Martini, prefeito de Marialva. Professor Índio, de Mandaguaçu, afirmou que, sem vacina, a saída é se prevenir e evitar o contato com o vírus. Tarcísio Marques, de Paiçandu, comentou que as medidas têm que ser imediatas para conter o avanço da curva e evitar um cenário desfavorável às vésperas das festas de Fim de Ano.

MINORIA PREJUDICIAL
Orlando Chiqueto Rodrigues, secretário Municipal de Fazenda de Maringá, declarou que todos os esforços devem ser concentrados em punir as empresas e pessoas que descumprem a lei. “É uma pequena minoria que provoca um grande estrago. Temos que evitar, a todo custo, um novo fechamento das atividades produtivas. O lockdown prejudica a todos”, enfatizou.

A secretária interina de Saúde, Maria da Penha Marques Sapata, alertou sobre a dificuldade de operacionalizar a rede de atendimento, principalmente, por causa da falta de profissionais. “As equipes trabalham no limite. São oito meses de uma sobrecarga gigantesca. Além da falta de gente capacitada para atuar no atendimento aos pacientes com COVID”, explicou.

INICIATIVA PRIVADA E PODER PÚBLICO
Presente na reunião, o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Mohamad Ali Awada Sobrinho, ressaltou que a situação, principalmente, do comércio é dramática. “Os empresários estão na lona. Se voltar a fechar, vai ocorrer uma onda de falência e desemprego sem precedentes na história da cidade”, frisou.

Mohamad se propôs, também, a organizar um encontro entre os prefeitos e os presidentes das associações comerciais da região. A sugestão foi aceita e a reunião ocorrerá, às 11 horas, da próxima terça-feira (24), na sede da Acim. “Temos que agir em conjunto. O resultado do trabalho integrado entre a iniciativa privada e o poder público chega mais rápido e tem uma abrangência maior”, finalizou.

Fonte: Jornalista Claudio Galleti – Fotos: Divulgação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *