Núcleo de Energia Solar une forças contra taxa extra

 

Nesta terça-feira (29/10), o Núcleo de Energia Solar, do programa Empreender, fará reunião sobre a proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de taxar a energia solar produzida em sistemas individuais. O encontro será às 8 horas, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá – Acim, na rua Basílio Sautchuk, nº 388.

A geração distribuída a partir de fontes renováveis, estabelecida pela Resolução Normativa 482/2012 da Aneel (REN 482/2012), permite que os consumidores gerem a própria eletricidade. Apesar de existir há sete anos, a norma avançou recentemente no Brasil, passando a ser adotada por consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais e públicos que encontram na geração distribuída uma alternativa eficaz e eficiente para economizar com energia elétrica, além de contribuir para a sustentabilidade.

A resolução prevê a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica, com a proposta de incentivar a microgeração. Mas neste mês a Aneel anunciou que pretende reduzir tais subsídios, o que vai resultar na tarifação da energia solar desses sistemas individuais.

“A resolução está sendo revista e, se for aprovada da maneira que está, inviabilizará o setor. As empresas e residências que utilizam esse sistema terão benefícios reduzidos e todos os incentivos em relação a fontes renováveis serão insignificantes. Isso afeta muitos negócios e setores produtivos que estão começando a utilizar energias renováveis, sem falar nas questões ambientais”, explica Rafael Abrão, empresário e membro do núcleo.

O objetivo do núcleo é sensibilizar o maior número de entidades para que somem forças e definam uma estratégia conjunta. No dia 7 de novembro, a Aneel realizará audiência pública sobre o tema em sua sede, em Brasília, e o Núcleo de Energia Solar entende que Maringá pode ter um movimento forte.

A geração distribuída a partir de fontes renováveis trouxe ao Brasil mais de R$ 6,5 bilhões em novos investimentos privados, com projeção de atrair mais R$ 20 bilhões no curto prazo. Pela ótica socioeconômica, a geração distribuída renovável gera milhares de novos empregos e renda ao Brasil: de 2012 a 2019 foram mais de 50 mil novos postos de trabalho.

Fonte: Jornalista Graziela Castilho/Textualcom – Foto: Internet

 

 

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