Qualidade do ar é a premissa para a volta às aulas com segurança

O maior risco de contaminação por Covid-19, acontece pelo ar e, principalmente, em ambientes fechados onde as pessoas ficam aglomeradas por mais de uma hora.
Leandro Solarenco é engenheiro, especialista em projetos e master coach, CEO da Vetor Frio & Clima e da ProHound, startup focada em oferecer soluções de automação e gestão 4.0.

(*) por Leandro Solarenco

A volta às aulas é motivo de grande insegurança para os pais, preocupados em expor a criança no momento de pandemia da covid-19. Apesar de seguir as medidas de segurança necessárias, como manter distanciamento entre cadeiras, passar álcool gel, higienização dos pés e o uso de máscara, o que efetivamente vai garantir a saúde das crianças no ambiente escolar é a renovação e a qualidade do ar.

Regulamentado pela Norma Brasileira 16401-3, o processo de renovação do ar garante a ventilação e circulação do ar, além da diluição do ar no interior do ambiente, evitando a concentração de poluentes nocivos à saúde das pessoas. Inclusive a nova regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina a análise de qualidade do ar a cada seis meses em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.

Lembrando que o maior risco de contaminação por covid-19 acontece pelo ar e, principalmente, em ambientes fechados onde as pessoas ficam aglomeradas por mais de uma hora. Mesmo as salas com portas e janelas abertas não garantem que esse ar vai ser controlado por isso é muito importante adotar um sistema de renovação de ar controlado em cada classe.

Para fazer esse controle hoje existem tecnologias que permitem monitorar online o nível de concentração de CO2 (dióxido de carbono) e qualidade de ar de cada sala. Um sistema automatizado de renovação do ar ainda gera economia de energia, uma vez que o ele é acionado de acordo com a necessidade. Quando um equipamento de ventilação funciona sem o processo de automação para renovação do ar, ele puxa o ar quente, e por consequência trabalha mais para renovar o ar. Isso leva um aumento de 20% na quantidade de trabalho das máquinas, elevando o custo com energia e de manutenção do equipamento.

Em relação ao custo, ao contrário do que muitas empresas pensam, nos últimos anos, as novas tecnologias, como sistemas sem fio nos moldes da internet das coisas (IoT) e sistemas em nuvem, têm barateado os sistemas de automação tornando-os mais acessíveis. Além disso, esses sistemas são de fácil instalação e personalizáveis pela internet.

No caso do ambiente com ar-condicionado o cuidado deve ser redobrado. Além da renovação do ar, é importante fazer a manutenção preventiva do equipamento, seguindo a determinação do PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle que obriga a manutenção periódica do sistema de ar-condicionado para que tenham qualidade de ar e temperatura adequadas.

Hoje, as novas tecnologias permitem que a manutenção também seja realizada remotamente identificando tempo de uso e falhas deixando os técnicos preparados para o serviço.

Por fim, o mercado oferece tecnologias que automatizam e barateiam processos que garantem a qualidade do ar nos ambientes. Essas soluções juntamente com todas as medidas de proteção adotadas pelas escolas, tornam o ambiente mais seguro para a volta às aulas.

(*) Leandro Solarenco é engenheiro, especialista em projetos e master coach, CEO da Vetor Frio & Clima e da ProHound, startup focada em oferecer soluções de automação e gestão 4.0.

Fonte: Jornalista Cristiane Pinheiro/Case Comunicação – Fotos: Divulgação.

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