Maringá bate recorde histórico de compra e venda de imóveis

Nos últimos 12 meses, a cidade registrou 12 mil transações imobiliárias e, por isso, enfrenta redução no estoque de unidades novas e usadas

Nos últimos 12 meses, a cidade registrou 12 mil transações imobiliárias
Reunião realizada on-line para a apresentação do estudo Mercado Imobiliário de Maringá
Presidente do Sinduscon-PR/Noroeste, Rogério Yabiku: “Vamos continuar nos empenhando para construir um ambiente favorável para a retomada da economia”
Sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, Marcos Kahtalian: “Mais de 31 mil famílias precisarão de habitação nos próximos cinco anos no município. Não à toa empresas de outros estados estão de olho no mercado maringaense”
Empresário José Armando Quirino dos Santos, comentou que o momento é realmente propício para lançamentos, mas lembrou que o ciclo de construção leva de dois a quatro anos
Projeção da população total até 2026
Crescimento anual da população total até 2026
Crescimento anual dos domicílios até 2026
Domicílios por condição de ocupação
Empreendimentos lançados por trimestre
Oferta lançada e final por tipologia
Oferta lançada e final por tipo
Oferta lançada e final por Padrão
Unidades lançadas por trimestre
Unidades vendidas por trimestre
O Sinduscon-PR/Noroeste e o Sebrae/PR realizaram reunião on-line no início de agosto para a apresentação do estudo Mercado Imobiliário de Maringá, realizado pela Brain Inteligência Estratégica. O encontro atraiu proprietários de construtoras, empreiteiras, incorporadoras, instituições e lideranças do setor interessados em obter subsídios para planejar os negócios no período pós-pandemia.

O presidente do Sinduscon-PR/Noroeste, Rogério Yabiku, ressaltou que este primeiro estudo apresenta análise da oferta do mercado imobiliário, e que uma segunda pesquisa será realizada pela Brain Inteligência Estratégica. “Com a realização dessas pesquisas e de eventos digitais, o sindicato tem contribuído para fortalecer o setor e vamos continuar nos empenhando para construir um ambiente favorável para a retomada da economia”, pontuou.

A apresentação do estudo Mercado Imobiliário de Maringá foi conduzida pelo sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, Marcos Kahtalian. Ele iniciou a apresentação destacando que o município conta com taxa de crescimento populacional de 1,9% ao ano, o que corresponde mais do que o dobro de Curitiba. A taxa de crescimento domiciliar em Maringá (3,1%) também é maior do que a taxa paranaense (2,4%) e brasileira (2,5%).

Esse ritmo acelerado de crescimento, somado a facilidades de concessão de crédito, levou Maringá a atingir recorde histórico nos últimos 12 meses em transações imobiliárias. Ao todo, foram 12 mil registros de compra e venda em cartório, incluindo unidades novas ou usadas. “É um número surpreendente, e o que se pode observar é que de 2020 para 2021, enquanto as incorporadoras travaram lançamentos devido às incertezas econômicas geradas pela pandemia, o consumidor ‘rapou’ a prateleira de imóveis de Maringá”, explicou Kahtalian.

Para se ter ideia, a cidade tinha 11 mil unidades em prédios residenciais que foram reduzidas para cerca de 1.700, ou seja, restam apenas 15% de disponibilidade para comercialização, sendo a maioria com quatro ou mais dormitórios. Já no mercado horizontal, 22 empreendimentos tinham 7 mil unidades e quase todas foram vendidas, rentando apenas 4,5%. Somente o setor comercial manteve estoque de 41%. “Considerando somente as obras concluídas e incluindo todos os padrões de imóveis, Maringá tem um estoque de 8%, sendo que a média nacional é de 28% e em Londrina é de 19%”, destacou.

Esses dados, segundo o sócio da Brain, mostram que o momento é muito favorável para o lançamento de empreendimentos no município. “Diria até que é urgente a produção de estoque. Afinal, o crescimento populacional deve ser intensificado, tanto que a projeção é de que mais de 31 mil famílias precisarão de habitação nos próximos cinco anos no município. Não à toa empresas de outros estados estão de olho no mercado maringaense”, analisou.

Neste ponto da explanação, Kahtalian também informou que no primeiro trimestre deste ano foram lançadas 700 unidades em Maringá, mas quase 900 foram vendidas. E a expectativa é de que as vendas tenham desempenho ainda melhor neste segundo semestre em todos os padrões de imóveis. “Se as vendas de fato continuarem nessa velocidade o estoque de Maringá vai se esgotar até o final do ano, por isso, a urgência de lançamentos”, alertou.

Outro dado relevante do estudo é que Maringá tem a maior taxa de locação do Paraná, com 50 mil famílias morando de aluguel, ou seja, 32% da população. Na região central do município esse percentual chega a 40%. Em Curitiba, por exemplo, a taxa é de 21% e no Brasil é de 18%. “Isso ocorre porque a cidade cresce mais rápido do que a reposição de moradias e o preço dos imóveis não atende à condição de renda das pessoas que chegam ao município. Portanto, há grande oportunidade para investidores e também para as construtoras oferecerem o primeiro imóvel próprio para esse público”, avaliou Kahtalian.

Ao final da apresentação, o empresário José Armando Quirino dos Santos, comentou que o momento é realmente propício para lançamentos, mas lembrou que o ciclo de construção leva de dois a quatro anos. Portanto, as unidades não entrarão no mercado de imediato para abastecer a demanda.

Fonte: Jornalista Graziela Cavalaro/AZ Magazine – Fotos: Divulgação.

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